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Tributo ao Dr. Sagan

Tradução do artigo “The World that Came in the Mail / A Gardem for Mars “-- Parade Magazine be Carl Sagan 1986.  http://www.eco-sphere.com/sagan.html )


El Mundo que me llegó por correo
Por Carl Sagan

 

Dr. Carl Sagan, director do laboratório para Estudos Planetários da Universidade de Cornell(Laboratore for Planetare Studies at Cornell University), galardoado com a medalha do Programa Meio Ambiente das Nações Unidas (ONU) em Nova York, assim como com o Premio Honda: "Contribuições em direção... uma nova era de civilização humana".


O mundo me chego por correio. Vinha em 

uma caixa com a etiqueta de "frágil" e um

desenho sinalizando que continha cristal que podia romper-se. Abri com cuidado,

temendo descubrir restos de cristais quebrados. Mas estava intacto. Com ambas mãos, saquei da caixa e coloquei a luz. Era uma esfera transparente, cheia de água em algo mais da metade. Marcada com o número 4210. Mundo número 4210: deve haver muitos mundos similares. Com cuidado, coloquei seguindo as instruções e me coloquei a contemplar-la. Pude ver a vida em seu interior: um conjunto de ramas, algumas com algas filamentosas, e 6 ou 8 animais pequenos, quase todos de cor rosa,(ao menos isso era o que parecia) entre as ramas.

Ademais, havia centos de outros seres, ao igual que peixes em águas dos oceanos da Terra; mas eles eram todos micróbios, demasiado pequenos para serem observados a simples vista. Claramente os animais de cor rosado eram camarões de algum tipo de variedade que os faziam apropriados para permanecer em esas condições, que chamarão minha atenção imediatamente porque estavam muito activos. Alguns caminhavam pelas ramas com dez patas, movendo outros apêndices ao mesmo tempo. Outro estava prestando toda sua atenção em umas ramas, para comer de um filamento verde.

 

Entre as ramas, das que colgavam algas igual que os árvores do norte da FLorida estão cubertos de musgo, outro como se estivera outras coisas que fazer em outro lugar. As vezes mudavam sua cor segundo o ambiente em que nadavam. Alguns estavam pálidos (quase transparentes), enquanto outros mostravam uma cor alaranjada.

Em certa manera, por suposto, eles eram diferentes de nós: tinham seus esqueletos na parte externa dos seus corpos, podiam respirar na água, e uma espécie de ano estava situado perto de suas bocas. Se mostravam preocupadas pelo seu aspecto e limpeza, utilizando para ele um par de pinças que possuiam a modo de escova, de vez em quando se podia observar a um deles limpando-se a si próprio.

Mas de outra maneira se tratava de seres parecidos a nós, com seus cérebros, corações, sangue e olhos. Isso é algo que não podia passar por alto. Esse aparentemente desordenado conjunto de apêndices para a natação que  lançavam a propulsão pela água contrastava com o preciso propósito de seus movimentos. Quando chegavam ao seu destino manejavam os filamentos das algas com a precisão, delicadeza e saber fazer de um "gourmet". Dois deles, mais aventureiros que o resto, me rodeavam esse mundo oceânico, nadando por encima das algas, inspeccionando seus domínios.
Depois de um tempo começam a distinguir indivíduos. Um camarão mudara, desprendendo-se do seu antigo esqueleto e deixando sitio para o novo. Depois disso, se pode observar algo transparente, colgando de uma rama de manera forma rígida, ao tempo que seu antigo ocupante segue sua vida com sua nova carapaça. Também se pode observar um a que lhe falta uma pata: Houve algum combate furioso entre os camarões? Talvez devido a uma luta sentimental?.

Desde certos ângulos, a superfície da água é como um espelho, e um camarão pode ver seus próprios reflexos. Poderá reconhecer a si mesmo?

Desde outros ângulos, a curvatura do cristal faz que se pareçam mais grandes. de forma que posso ver ao detalhe como são em realidade. Me dou conta que possuem bigodes. Dois deles nadam ate o limite da água e voltam a girar, então, retornam as profundidades, casualmente com os braços cruzados, como indicando que não encontrarão nada novo com seu experimento. Me resultam simpáticos.

Sim posso ver claramente um camarão graças a curvatura do cristal, ele também deveria ser capaz de ver-me a mim, o por lo menos ao meu olho ( algo assim como um disco negro, rodeado de uma coroa de cor marrom verdoso). Em realidade, quando as vezes me ponho a mirar algum manejando as algas, parece que se dão conta e me miram. Temos cruzado nossas miradas e eu me pergunto que pensaram acerca do que vêem.

Trás um dia o dois de preocupação con o trabalho, me desperto, lhe do uma mirada a meu mundo de cristal... e todos os camarões parecem haver-se ido. Me reprocho a mim mesmo. Não devo alimentar-los, nem dar vitaminas, trocar sua água, nem levar-los ao veterinário. Todo o que tenho que fazer é assegurarme de que não expongo o sistema a demasiada luz nem a demasiado tempo em completa escuridade e que sempre se mantenham com temperaturas entre 5 e 30º C: 40-85 graus Farenheit (por encima de ditos limites, me imagino que se prepara um biscoito e não um ecossistema).

Se morrerão devido a falta de atenção?. Mas então vejo a um assomando a uma rama, e me do conta de que todavia gozam de uma boa saúde. Somente se trata de camarões, mas trás certo tempo um se acaba preocupando por eles.

 

Si esta a cargo de um de estes mundos, conscientemente te preocupa pelos níveis de temperatura e de luz, então acaba por dar-se conta de que é o que esta dentro (qualquer que seja seu pensamento em um principio). Mas se estão enfermos o morrendo, não poderá fazer nada para salvar-los.

De uma certa manera, você é muito mais poderoso que eles, mas eles fazem coisas ( como respirar dentro da água) que você não pode. Você esta limitado, dolorosamente limitado. Te pergunta se é cruel colocarlos em um espaço fechado mas te assegura de que por lo menos aí estão seguros de outros perigos como as baleias, vertidos de petróleo o salsas de cocktail. 

 

Os antigos esqueletos que desprendem dos camarões ao mudar, ao igual que o corpo morto de um camarão falecido no permanecem muito tempo. Servem de alimento a microorganismos invisíveis e outros camarões que formam parte desse mundo oceânico. Desta maneira te da conta que esas criaturas não trabalham de forma isoladas, senão que uns se necessitam a outros.

 

Uns cuidam dos outros ( de uma forma que eu seria consome oxigénio da água e produz dióxido de carbono. As algas consomem o dióxido de carbono da água e produzem oxigénio. Ambos respiram os gases do dejecto da outra parte. Seus dejectos sólidos também completam um ciclo entre os animais, vegetais e microorganismos. Em este pequeno Éden, os habitantes estam intimamente relacionados uns aos outros.

A existência dos camarões é muito mais frágil e precária que o resto dos seres. As algas podem viver sem os camarões muito mais tempo do que poderiam fazer os camarões sem as algas. Os camarões comem as algas e microorganismos, porém as algas principalmente consomem luz. Ao contrario do que ocorre com um aquário, este mundo em miniatura é um ecossistema fechado. A luz entra, mas nada mais (nem comida,nem água, nem nutrientes). Todo deve reciclar-se, justo igual que no planeta Terra. Em nosso mundo ( muito mais grande) nós também vivemos dos demais, respiramos e consumimos os  resíduos do resto. De igual modo, a vida do nosso mundo se mantém graças a luz. A luz do sol, que passa através do ar, é utilizada pelas plantas que combinam dióxido de carbono e a água em carboidratos e outros nutrientes, que constituem a base alimentícia para o mundo animal.

Nosso grande mundo é muito parecido a este mundo em miniatura, e nós somos muito parecidos aos camarões. Mas existe pelo menos uma diferença: ao contrario dos camarões, nós somos capazes de mudar nosso meio ambiente. Podemos provocar a nós mesmos o mesmo que um descuidado dono de uma dessas esferas de cristal pode provocar aos camarões. Se não temos cuidado, podemos aquecer demasiado nosso planeta com o efeito invernadouro ou enfriar e escurecer-lo mediante uma guerra nuclear.

Com a chuva ácida, o buraco da camada de ozónio, a poluição química, a radioactividade, a desflorestação dos bosques tropicais e uma dezena mais de assaltos ao meio ambiente, estamos levando a nosso pequeno mundo por caminhos dificilmente compreenssíveis. Nossa considerada avanzada civilização pode estar mudando o delicado balance ecológico que se a estabelecido durante 4 bilhões de anos de vida na Terra.

Os crustáceos, como são os camarões, são muito mais antigos que os humanos os Primates o incluso que os mamíferos. As algas levam ao redor de três bilhões de anos o mais na face da Terra. Eles ao estado trabalhando juntos ( plantas, animais, micróbios) durante muito tempo. O funcionamento dos organismos de minha esfera são  antigos, muito mais que qualquer cultura que conhecemos. A necessidade de cooperar se a ido perdendo por desgraça a medida que se a ido avançando no processo evolutivo. Em uma primeira fase, aqueles organismos que não  cooperaram, que não trabalharam em comum com os outros, desaparecerão. Nunca se pode ocorrer a um camarão , para por um exemplo, destuir um jardim de algas para construir um aparcamento. A cooperação  está codificada em seus genes. Sua natureza se basea em cooperar.

Mas nós os humanos somos uns recém chegados, surgidos faz vários milhões de anos. Nossa actual civilização só tem vários centos de anos. Nós tivemos muita experiência de cooperação inter-espécies ( o incluso intra- espécies). Somente nos fixamos no curto prazo e dificilmente pensamos a largo prazo. Não existe grantia de que sejamos suficientemente sábios para entender nosso planetário sistema ecológico fechado, o de que podemos modificar nosso comportamento de acordo a esse entendimento. Nosso planeta é invisível. Em Norte América, nós respiramos o oxigénio gerado na selva húmida brasileira. A chuva ácida das industrias contaminantes no oeste médio americano destruem os bosques do Canadá. A radioactividade de um acidente nuclear soviético compromete a economia da cultura daponia. A combustão de carbono na China esquenta Argentina. As enfermidades se extendem rapidamente pontos distantes do planeta e requerem um esforzo médico global para ser erradicadas. E, por suposto, a guerra nuclear ameaça a todos. De uma maneira o outra, nós os humanos estamos unidos com nossos semelhantes e com o resto dos animais o plantas ao redor do mundo. Nossas vidas estão

interconectadas. 

Si não estamos agraciados com o conhecimento instintivo que nos permite fazer do nosso mundo tecnológico um seguro e equilibrado ecossistema, então deveríamos tratar de figurar a maneira de constuir-lo. Necessitamos mais invertigações científicas e mais contenção demasiado optimista ao pensar algum " Grande Dono da Ecosfera" no céu se ira encargar de corrigir nossos abusos medio ambientales. É nosso assunto.

Não deveria ser tão difícil como para que resulte impossível. Os pássaros ( cuja inteligência tendem seu ninho. Camarões com cérebros da grossura de um fio sabem. As algas sabem. Os organismos unicelulares sabem. Já vai sendo tempo de que nós aprendamos a fazer o mesmo.
 


Um Jardín em Marte - Por Carl Sagan

 

Quando os astronautas do Apolo aterrissarão na lua ( durante aquele breve preíodo de exploração entre 1968 e 1972) levarão com eles toda comida necessária. Se tratava de uma curta viagem que durava três dias. Agora existe um incremento no interesse pelas missões de homens e mulheres ao planeta Martes pode durar ao redor de 9 meses o mais. Si leva toda a comida, oxigénio e água contigo, então tem que levar um substancial carga adicional. no qual faz da viagem algo muito mais complicado e caro, por tando menos provável.

 A solução esta em reciclar nossos resíduos, gerar nosso próprio oxigénio e produzir nossa interplanetária levando uma tripulação humana deveria converter-se em algo parecido a um ecosistema fechado. Deve conter vida não humana, especialmente plantas.

 Si nós os humanos nos aventuramos longe da Terra, devemos fabricar o converter nossas naves espaciais em jardins.

Estudos sérios acerca de sistemas similares estão a caminho. Por exemplo, a Ecosfera ou Ecosphere) disponível comercialmente que se descreve neste artículo foi desarrolhada por Joe Hanson no Laboratório de Propulsão  Aeroespacial da NASA.

Sem embargo, até agora são  os soviéticos que levam a cabo os intentos mais elaborados para ensamblar sistemas ecologicamente fechados em que os seres humanos formem parte. No instituto siberiano de investigação  de Krasnoyarsk existe uma instalação  chamda BIOS. Nela, alguns indivíduos vivem sua vida cotidiana durante períodos de tempo suficiente como para chegar a Marte. A estância mais extensa foi de cinco meses, mas um investigador permaneceu dentro durante mais de 13 meses em multiplos experimentos. Segundo se a informado, aos ocupantes se entrega so uma quinta parte da comida que necessitarão ,e nem o ar, nem tampouco os produtos de desfeito. Em realidade, nada entra o sai exepto a eletricidade e as ondas de rádio. Por todas partes se pode encontrar tanques hidroponicos. Assim mesmo, BIOS esta cheio de plantas ( eneldo, trigo, guisantes e muitas outras verduras) que crescem em meio nutritivos sem terra. Os "tripulantes" preparam seu próprio pão. A vegetação gera oxigénio. Os resíduos se reciclam. Se esta todavia em fase de aprendizagem. Possuem um forno no qual se incinera todo o que não seja comestível ( como raízes e talos). Em um princípio, os catalizadores não funcionvam bem, e lentamente a cabine começo a encher-se de venenosos óxidos de nitrogénio procedentes do forno. O crescimento do trigo de ralentizo consideravelmente e as folhas das batatas começarão a arrugar-se. As plantas detectarão um problema antes de que fizessem os humanos. Cuando se substituirão so catalizadores encarregados de eliminar os gases nocivos, o ar voltou a ser mais puro e as plantas reviverão. Dito sistemas se estão perfeccionando e jogaram um papel importante na factura de exploração humana do sistema solar. Não existe nada que obrigue a que ditos sistemas ecologicamente fechados tenham que estar unidos a naves espaciais. Depois que os astronautas e os cosmonautas aterrizem em Marte, sua comida, ar e água podem seguir sendo proporcionada pelas mesmas plantas que os acompanharão durante sua larga viagem. A luz solar e outras fontes de energia estarão disponíveis, e se poderia lograr que o mesmo Marte contenha oxigénio e água.

Talvez, no futuro se situarão ecossistemas autosuficientes em Marte, oasis que serão  estações de permanência e de viagem para os exploradores do século 21.

 

Parade Magazine be Carl Sagan 1986.

Traducción autorizada do artículo “The World that Came in the Mail / A Gardem for Mars “ -- texto original: http://eco-sphere.com/sagan_review.htm